Sexta, 29 Janeiro 2021 18:40

CPP continuará em defesa da vida e lutará de forma mais incisiva

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Categoria do magistério paulista pode entrar em greve caso o governo insista em aulas presenciais sem vacinação


O Centro do Professorado Paulista lamenta a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que, na tarde desta sexta-feira (29), autorizou a volta das aulas presenciais no estado de São Paulo, em fevereiro. O retorno havia sido suspenso na quinta-feira (28) por decisão de primeira instância.

Infelizmente, o presidente do TJ, desembargador Geraldo Pinheiro Franco, afirmou que "a proteção à vida sempre prevalece, mas tem de ser dinamizada como fundamento para o fechamento das escolas". Para Franco, a decisão da juíza Simone Casoretti levaria, na prática, "a um lockdown, o que não cabe ao Judiciário decretar".

A ação contra a volta às aulas foi apresentada pelo Departamento Jurídico do CPP e outros sindicatos (Afuse, Apase, Apeoesp, Udemo e Afepesp).  A magistrada da primeira instância argumentou que as medidas de proteção aos professores são insuficientes e que o Estado deveria aguardar a vacinação da categoria antes de adotar a medida.

O governo de São Paulo recorreu ao TJ e obteve com a decisão de Franco o direito de reabrir as escolas no estado. "Vamos brigar até o fim. Nosso Departamento Jurídico entrará com medida para derrubar essa insensatez do governador. É uma arbitrariedade e uma irresponsabilidade retornar às aulas com a pandemia em alta e ainda com uma nova variante do vírus, que é mais contagiosa. Não podemos aglomerar pessoas. Isso é uma insensatez sem tamanho", diz Silvio do Santos Martins, segundo vice-presidente do CPP.

A diretoria do CPP preza pela vida dos profissionais da Educação neste momento porque conhece a realidade escolar, suas características e fragilidades. Diversos países que reabriram as escolas precipitadamente precisaram reavaliar o processo de reabertura, pela insegurança gerada em meio ao aumento de casos de Covid-19, a exemplo dos EUA, França, Israel, entre outros. O CPP, representando 120 mil professores do estado de São Paulo, não aceita a reabertura das escolas no auge da pandemia. Mesmo porque, assim como outras entidades da categoria, não foi convidado pelo secretário da Educação, Rossieli Soares para debater o retorno das aulas presenciais.

O CPP tem plena convicção de que somente após a imunização dos profissionais da Educação o retorno às aulas presenciais será seguro e efetivo. Até lá, o ensino remoto segue como aliado. Vale enfatizar: professores não estão em férias. O magistério continua trabalhando, e muito, na tentativa de amenizar o problema causado pela pandemia.

O secretário de Educação deveria dialogar com a classe, em vez de ser arbitrário.

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14 comentários

  • Link do comentário Edilaine de Cassia Pomin Sábado, 30 Janeiro 2021 13:21 postado por Edilaine de Cassia Pomin

    Que sindicato é esse??? Não ganha uma ação na justiça, imagino a ação contra o desconto previdenciário...affffff

  • Link do comentário Sebastião José Dos Santos Sábado, 30 Janeiro 2021 10:42 postado por Sebastião José Dos Santos

    De acordo!

  • Link do comentário Helena Sábado, 30 Janeiro 2021 09:29 postado por Helena

    Sobre a tributação dos aposentados, alguma notícia?
    CPP: encaminhado à Procuradoria. Aguarde retorno por e-mail.

  • Link do comentário Cláudio Ernesto Sábado, 30 Janeiro 2021 07:50 postado por Cláudio Ernesto

    Caso faça o teste de Covid 19 que apresente resultado negativo e venha a ser contaminado no ambiente escolar, posso entrar com ação contra o Estado responsabilizando-o?
    CPP: encaminhado à Procuradoria. Aguarde retorno por e-mail.

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