Sexta, 06 Setembro 2019 12:27

Visita ao Solar da Marquesa, cenário de histórica paixão

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O enredo é envolvente, já foi tema de teatro, novelas, filmes e até serviu de inspiração para Villa Lobos compor o Lundú da Marquesa de Santos.
 

Um imperador conquistador, uma esposa culta e apaixonada e Domitila de Castro Canto e Melo, uma jovem sedutora e determinada. Um triângulo que marcou o Brasil na época da Independência.
 

Os brasileiros amavam Leopoldina, a esposa austríaca, intelectual e dedicada. E odiavam Domitila, de temperamento forte, poderosa e influente entre os políticos da época. Pedro I escandalizou o País ao assumir o romance com Domitila e enchê-la de mimos, enquanto a imperatriz era constantemente humilhada.
 

O tempo passava, os filhos nasciam e Titília, como carinhosamente o Imperador a chamava, Domitila recebia mais prestígio de D. Pedro I, até ganhar um título que chamou a atenção de toda a cúpula da alta sociedade da época: Marquesa de Santos. 
 

O povo ficou boquiaberto diante da ousadia.
 

Segundo historiadores, Domitila nunca teve um vínculo sequer com a cidade de Santos. Mas certamente se o título tivesse sido criado para irritar os irmãos Andradas, que eram de Santos, que amavam Leopoldina e odiavam Domitila, e não limitavam desaforos para a predileta de D. Pedro I.
 

O Imperador do Brasil era, de fato, um homem extremamente galanteador. Teve centenas de amantes e de filhos. Até mesmo a irmã de Domitila entrou na lista de suas conquistas.
 

A história desse triângulo da época da Independência do Brasil teve um final nem um pouco feliz para a imperatriz Leopoldina. Amada pelo povo, morreu de infelicidade após um parto.
 

Quanto à Domitila, viveu o romance imperial até quando D. Pedro se cansou. Viveram sete anos juntos.  A Marquesa de Santos, que era paulista, voltou para São Paulo onde se casou com o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar com quem teve mais filhos.
 

Quem quiser visitar um dos cenários do romance do D. Pedro I com Domitila basta ir até o Solar da Marquesa, construção histórica, feita à base de taipa de pilão, construída na segunda metade do século XVIII, no centro da capital paulista.
 

SERVIÇO
 
R. Roberto Símonsen, 136 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo - SP 
Horário: de terça a sábado 
Das 9 horas às 17 horas 
Ingresso: gratuito
Telefone: (11) 3241-1081

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