Sexta, 20 Dezembro 2019 19:58

Que tem medo do Lobo-Guará?

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Que tem medo do Lobo-Guará? Foto: divulgação

Professora realiza sonho e distribui livros nas escolas por onde passou

A educadora Dirce Bertoldi Portes, associada do CPP desde 1996, realizou um sonho e publicou, em 2018, o livro 'Quem tem medo do Lobo-Guará?', com ilustração de David de Souza. Grande incentivadora da leitura, distribuiu 350 exemplares nas escolas  das redes estadual e municipal onde trabalhou alfabetizando as crianças.

Com várias ilustrações de encher os olhos, a obra conta a história de amizade de um menino e o Lobo-Guará, que vive principalmente em áreas abertas naturais do cerrado e dos Pampas do Brasil. A autora mostra que a reputação de malvado não é verdade. O Guará, o maior canídeo da América do Sul, tem a pelagem alaranjada. Já as orelhas são longas e as pernas são bem compridas, o que as faz parecerem um tanto desengonçadas. Mais parecido com uma raposa, o corpo é ideal para procurar alimentação. O bicho está na lista de animais ameaçados de extinção.

Segundo a professora, recentemente foi capturado um Lobo-Guará numa área urbana do município de Santa Mercedes (686, 2 Km de SP), onde, por coincidência, a autora nasceu. E na região central pacata de Osvaldo Cruz (570 Km de SP) apareceu um Guará adulto passeando pelas ruas.

"Uma característica dos Lobos-Guarás é que são tímidos, evitam o contato com o ser humano e é uma das feras mais tranquilas. No entanto, em bando podem ficar agressivos", atribui a autora. Preferem comer pequenos animais como roedores e, acredite, adoram muitas frutas. A preferida deles é a fruta da lobeira, uma planta nativa da América do Sul.

As lobeiras e os Lobos-Guarás participam de uma relação chamada mutualismo, em que as duas espécies se ajudam: as lobeiras fornecem frutos que são consumidos pelos lobos, e os lobos liberam em suas fezes as sementes das plantas, ajudando germinarem novas lobeiras por onde passam.

Apesar de não oferecerem perigo, ainda são caçados em muitas regiões do Brasil, o que é crime. A caça e a destruição do seu habitat natural são as principais ameaças à espécie, que corre risco de extinção.

Interessados pela obra: (11) 9 6959-6234 e 9 6959-6216.

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