Sexta, 25 Novembro 2022 16:36

Alunos de escola pública escrevem palavras de incentivo a jogadores

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Na mesma quadra em que o atacante Antony iniciou a carreira, crianças aproveitam o intervalo da aula na Escola Municipal Etiene Sales Campelo, em Osasco, para repetir os chutes e dribles do jogador da seleção brasileira. É uma admiração de papel passado. Alunos do 5º ano do ensino fundamental enviaram cartas de apoio e motivação para o jogador de 22 anos e mais dois atletas nascidos no município da Grande São Paulo que estão na Copa do Catar: o goleiro Ederson e o atacante Rodrygo.
As cartas mostram como os atletas são exemplos. Sim, é possível chegar lá. Isso é o que meninos e meninas mostram ou deixam nas entrelinhas das mensagens. A Copa traz o pó de pirlimpimpim de fazer acreditar. A atividade lúdica tem um objetivo pedagógico bem definido, como explica a Alessandra Cornaglia, secretária-executiva de Gestão Pedagógica da Secretaria de Educação da Prefeitura de Osasco.
"No processo de alfabetização dos alunos, nós trabalhamos vários gêneros textuais, entre eles, a escrita de cartas, que possibilita o desenvolvimento das ideias com coerência e coesão, expressando pensamentos e emções", diz a professora.
Apesar de terem sido colocadas para escanteio pela popularização da comunicação digital, as cartas são importantes na alfabetização. "Trabalhamos habilidades como leitura e escrita, interpretação, sistematização de textos e a pesquisa de elementos importantes na vida cotidiana, como endereço, destinatário e remetente", diz Alessandra.
A passagem de Antony pela escola como aluno, uns 15 anos atrás, foi marcante. "Era um aluno tranquilo e tímido. A gente precisava instigar para ele falar. Não era questionador, mas bonzinho e interessado", conta a professora Simone de Almeida Xavier, de 52 anos, que deu aula para o jogador do Manchester United em 2007 na 1ª série do Ensino Fundamental.
Duas imagens ficaram marcadas na carreira da educadora. A primeira é a do menino franzino que usava um meião que ficava acima dos joelhos. A outra era uma peraltice. "Quando ele ia ao banheiro, a gente dizia para ir sem correr. Ele saía, dava só dois passos, imaginava que a gente não estava olhando e começava a correr. Era baixinho, mas já era bem ligeiro", recorda-se.
Fonte: O Estado de São Paulo
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