Segunda, 20 Agosto 2018 15:27

Ernesto Faria fala do perfil de quem espera ser professor

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O programa "Na Ordem do Dia" traz Ernesto Faria, diretor do Iede, para falar sobre a pesquisa “O perfil dos jovens que esperam ser professores”, realizada pelo instituto com base nos dados do Pisa 2015.

1 Comentário

  • Link do comentário Wagner Pulzi Segunda, 20 Agosto 2018 21:20 postado por Wagner Pulzi

    Em 1º lugar, não se trata apenas de atratividade, mas de ser socialmente relevante. Assim, carreiras como medicina ainda são vistas como mais importantes, ou seja, há um viés tradicionalista em relação a determinadas áreas. Em 2º lugar, realmente há a questão da concorrência, onde a carreira docente possui uma ampla oferta de vagas, até por ser uma carreira de baixo custo e investimento, com pouca ou quase nenhuma utilização de material. Dessa forma, não é de se estranhar que Pedagogia é o curso mais procurado, podendo ser encontrado facilmente na modalidade EAD. Em 3º lugar, escrevi um texto o qual foi resumido para o painel do leitor no jornal do CPP, na edição de Agosto, onde fica claro que a formação é, sim, a mais precária, sendo inconcebível um curso de nível superior possuir uma carga horária inferior a do ensino médio. Juntando algumas dessas primeiras colocações, vai de encontro ao já escrito também nessa edição, onde o médico ganha mais não por ser médico, mas por serem em menor número no mercado em comparação aos professores. Muitos ainda procuram as licenciaturas por serem menos concorridas, por possuírem um tempo ridículo para uma carreira tão importante, mas que já outorga um diploma de curso superior. Em 4º lugar e, lamentavelmente, em uma reunião de ATPC, ouvi o que poderia ser considerado uma bomba para uns, mas o óbvio para outros. Justamente em uma discussão sobre formação que envolveu inclusive conhecimentos matemáticos, uma professora disse que "escolhemos a carreira de professor por ser a mais fácil, pra fugir de matemática ou coisas assim"! Um fato é óbvio: é, de fato, uma carreira de fácil formação, com poucos conhecimentos técnicos e científicos, mas com muitas ladainhas românticas! Um fato é bomba: assumir a escolha da área por pura incompetência. Por essas e outras, inclusive pela displicência dos pais atualmente, os quais entraram na onda do romantismo, a educação não vai demolir muito para combalir definitivamente. Os melhores profissionais ainda procurarão as melhores oportunidades, poucos terão a oportunidade de ter esses profissionais em suas vidas e o ciclo prosseguirá de forma cada vez mais catastrófica!

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