Sexta, 02 Agosto 2013 12:28

Quadros irreversíveis dos distúrbios da voz flagelam professores. Instituto do CPP cria curso de prevenção

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Entre tantos perigos na vida do professor, as disfonias (distúrbios da voz) são apontadas pelos especialistas como um dos principais riscos. É possível notar a estreita relação entre o número expressivo de afastamento e das aposentadorias precoces e  a precária saúde vocal dos  professores brasileiros. As condições de trabalho, de duvidosa qualidade, propicia ainda mais o aumento destes índices.

Em “Considerações periciais acerca da voz enquanto instrumento de trabalho” - de Maria do Socorro Barros da Silva – Perícias Médicas do Instituto de Pós-graduação – IPOG ( janeiro 2013), o destaque são os sintomas, a dimensão dos fatores de riscos enfrentados pelos profissionais da voz, especialmente os professores, a necessidade da prevenção e embasamento das perícias diante do problema.  
 
“A fase inicial dos transtornos vocais pode ser enquadrada na síndrome disfonia ocupacional e normalmente não causa incapacidade laborativa, mas é uma fase importante a ser identificada para que se possa atuar de forma preventiva, visto se tratar de quadros reversíveis.

As laringopatias ocupacionais ocorrem quando surgem lesões na laringe. Nesses casos a capacidade laborativa varia desde: a) plena capacidade para o trabalho, quando há a voz adaptada e a lesão não implica em alteração na estabilidade e na resistência ao uso específico que o trabalhador faz da voz; b) incapacidade temporária para restabelecimento de condições plenas para uso profissional da voz; c) incapacidade definitiva para atividades com demanda vocal aumentada, optando-se pela reabilitação profissional ou, em casos não passíveis de reabilitação, pela invalidez.

Apesar de não haver legislação pertinente que considere o nexo de causalidade das laringopatias com o trabalho e mesmo sem respaldo legal para afirmar sobre incapacidade laborativa em profissionais da voz, a OMS já reconheceu que a disfonia pode estar relacionada ao trabalho e há diversos fatores de risco reconhecidos pela legislação vigente que podem ser encontrados em diversos postos de trabalho onde se encontram os profissionais da voz. Muito ainda se precisa evoluir nos estudos desse tema para que, em um futuro próximo, possam ser incluídos os diagnósticos que contemplem as laringopatias relacionadas com o trabalho na lista doenças ocupacionais e assim alcançar uma notificação adequada para um melhor dimensionamento do problema, para redirecionamento das políticas nacionais de saúde pública e finalmente para um melhor respaldo das decisões periciais.”

O dr. Dario Nunes Kehdi, diretor do departamento médico do Centro do Professorado Paulista, também chama a atenção para a ameaça“ 70% dos professores acaba tendo problemas com cordas vocais. Geralmente antes mesmo da aposentadoria. O tempo de permanência do afastamento dos professores vitimados por problemas vocais varia muito.”
 
"A voz é a ferramenta essencial do professor. Conhecer o mecanismo deste processo e como prepará-lo para o emprego adequado, permitirá ao professor a manutenção de sua saúde vocal. Eis o primeiro passo seguido da avaliação do seu potencial e seu limite, de ter hábitos saudáveis de alimentação e descanso, que colaboram para a boa saúde em geral. Reconhecer hábitos e maneiras que agridam o aparelho fonador, decidir eliminá-los, sem dúvida, atingirão o ponto crucial. Um simples pigarro ou falar muito quando gripado, resfriado ou com alergias, falar com barulho, são situações que podem causar danos à voz. " - declara a Fonoaudióloga Sueli Carlos.

Para os professores que precisam manter a saúde vocal e se prevenir dos riscos das disfonias, o Instituto de Estudos Educacionais Sud Mennucci elaborou  o Curso Redação e Oratória com foco na saúde da voz ministrado pela fonoaudióloga Sueli Carlos e pela professora Nice Ribeiro.
O presente curso “Redação e Oratória” aperfeiçoa os recursos naturais para o falar bem; conhecer as técnicas do pensar e falar com beleza da voz e eficiência na transmissão das ideais; falar com propriedade e segurança em qualquer situação; promover a saúde vocal com atividades práticas para a experimentação dos aspectos que envolvem o falar bem, quanto à forma e conteúdo”,explica a professora Nice Ribeiro.

Agosto: 14,21 e 28
Setembro: 04, 11 18 e 25

As matrículas estão abertas.
Informações:  (11) 5539-5348 / 5574-0804

Instituto de Estudos Educacionais Sud Mennucci
Rua Joaquim Távora, 756 - próximo ao metrô Ana Rosa
Fones: (11) 5539-5348 / 5574-0804
Email: instituto@cpp.org.br.
Diretora: Aurora Fioretti Novais 

SECOM/CPP

1 Comentário

  • Link do comentário Denise Sábado, 03 Agosto 2013 08:40 postado por Denise

    quando os professores ingressam, tem que passar pela perícia e fazer um exame de imagem das cordas vocais. Se tiver algum problema o perito barra! mas será que ao sairmos, poderemos fazer o mesmo exame e pedir ressarcimento por danos causados a saúde, caso tenhamos algum problema surgido após o ingresso? é bastante difícil entrar numa 7a. série, por exemplo sem ter que aumentar o tom da voz....sem ter que falar os 50 minutos, porque se você calar, eles falam todos ao mesmo tempo.

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