Quinta, 09 Agosto 2018 09:59

MEC poderá usar adiamento de reajuste de servidor em 2019

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O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, apresentou nesta quarta-feira (8) ao presidente Michel Temer uma proposta de adiamento do reajuste salarial de servidores públicos que economiza R$ 6,9 bilhões em 2019 e garante mais recursos ao MEC (Ministério da Educação). 
 

Segundo assessores presidenciais ouvidos pela Folha, a medida prevê que, no caso específico do MEC, a pasta possa usar livremente o valor que conseguir poupar com o adiamento do reajuste dos seus servidores.
 

Não há uma estimativa do montante que a pasta poderia economizar. 
 

Os recursos poupados pelas outras pastas com o adiamento iriam para áreas sociais e investimentos da União, segundo essa proposta. A reunião não foi conclusiva, e Temer ficou de avaliar a medida.
 

A delicada situação orçamentária em 2019 de programas geridos pelo MEC ficou em evidência na semana passada, quando a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), maior agência de fomento à pós-graduação no Brasil, emitiu uma nota afirmando que, se o orçamento do ano que vem vier como o planejado, em agosto já não haverá mais recursos para bolsas de estudos. 
 

O número de prejudicados, nas contas da agência, pode superar os 440 mil. São cerca de 93 mil alunos de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado), 105 mil beneficiários de programas voltados à educação básica e 245 mil pessoas ligados à Universidade Aberta do Brasil (UAB), entre alunos e bolsistas —professores, tutores, assistentes e coordenadores.
 

Na ocasião, Temer garantiu que não faltariam recursos para a Capes. 
 

Os valores que serão distribuídos a cada ministério do Orçamento de 2019 serão divulgados quando a proposta da LOA (Lei Orçamentária Anual) do ano que vem for encaminhada ao Congresso, até o dia 31 deste mês. 
 

Fonte: Folha de S. Paulo

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