Sexta, 21 Março 2014 17:05

CPP visita os Chefs Especiais,um doce exemplo de inclusão

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No Dia Mundial da Síndrome de Down,  21 de março, o mundo inteiro dedica-se a ações de conscientização. Nesta data, o Centro do Professorado Paulista também se faz presente com informações. 

Segundo o dr. Drauzio Varella, “o preconceito e a discriminação são os piores inimigos dos portadores da síndrome. Cada vez mais, pais, profissionais da saúde e educadores têm lutado contra todas as restrições impostas." 

O Movimento Down, que possui um trabalho bem abrangente acerca da educação dos portadores da síndrome, afirma em seu site: “seguindo os preceitos constitucionais de que toda criança tem direito inalienável à educação, a política na área da educação pública, nos últimos anos, tem sido a inclusão dos estudantes com síndrome de Down e outros tipos de deficiência na rede regular de ensino, com um crescimento significativo do número de matrículas. No entanto, nem sempre esta inclusão se dá de maneira satisfatória. A escola pública brasileira tem que melhorar muito, e acreditamos que a prática inclusiva pode contribuir para alcançarmos uma escola de qualidade para todos.”

O Centro do Professorado Paulista, por meio da Secom - Secretaria de Comunicação do CPP - foi recebido pela presidente do Instituto Chefs Especiais, Simone Berti, que apresentou este bem sucedido exemplo de inclusão. 

Os Chefs Especiais - Down Cooking, é um trabalho gastronômico voltado para pessoas com Síndrome de Down. Pioneiro e inovador, visa facilitar autonomia e inserção na vida pessoal e no trabalho. A iniciativa, lançada em 2006 pelo casal paulistano Simone e Márcio Berti, inaugurou sua sede em agosto de 2013 onde novos projetos são desenvolvidos.

“Nossa missão é facilitar a autonomia de pessoas com Síndrome de Down e inseri-los na vida e na sociedade como referência, qualidade e inspiração por meio da gastronomia. Acreditamos  e comprovamos  que a motivação e estímulo podem transformar um grãozinho de areia num oásis e é essa nossa expectativa. Muitos benefícios são conquistados, como autonomia e valorização. Aqui, o convívio entre iguais tem se mostrado muito importante ao grupo. Autonomia, respeito, auxilio mútuo, o dividir, o despertar do mundo gastronômico faz com que esta turma veja os ingredientes se transformarem em pratos deliciosos que eles mesmos degustam.

 

Aqui, é o porto seguro deles. O lugar, onde vencem os seus limites. Temos uma aluna que tinha dificuldade em ser alfabetizada em sua escola. Mas tinha facilidade em cozinhar. E começou a fazer as receitas em casa. Logo, a professora daqui teve a sensibilidade de perceber e, por meio da gastronomia, abriu o caminho para que ela se interessasse em aprender as receitas e não demorou para ser completamente alfabetizada. 

 

 

Quem tem Down tem consciência de que é diferente. É preciso que haja oportunidade e estímulo não só da escola, mas da família – dentro de casa.  Hoje, os portadores da Síndrome de Down sobrevivem aos pais. Vivem cerca de 60 a 70 anos. Vou muito pela minha sensibilidade de mãe. Por isso, creio que o professor tem que ter muita sensibilidade.  

O preparo dos profissionais é um grande desafio. Muitas vezes, “o feeling” supera a técnica. Mas, o melhor mesmo, é aliar os dois, técnica e sensibilidade” - explica Simone. 

O trabalho dos Chefs Especiais é brilhante. Conheça-o melhor.  

Acesse ao site e veja os prêmios conquistados, os parceiros, os consagrados chefs  voluntários, e o avanço deste trabalho que já cruzou o oceano e chegou em  Portugal, onde utilizam o nome Down-Cooking, desde 2011.

http://chefsespeciais.blogspot.com.br/ 

  

Chefs Especiais
Rua Catanduva, 132
Higienópolis
São Paulo - SP
11-2638-5292
11-2638-7478

contato@chefsespeciais.com.br
Skipe: chefsespeciais
Twitter: @chefsespeciais
Facebook: Instituto Chefs Especiais

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Secom/CPP

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