Segunda, 17 Junho 2019 14:35

Greve geral ocorre parcialmente em todo o Brasil

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Greve geral ocorre parcialmente em todo o Brasil Fotos: Leila Ofélia/Leandro Silva

Manifestações também foram realizadas; na capital, professores e outros trabalhadores se reuniram na Paulista

A greve geral convocada por centrais sindicais e entidades de classe para sexta-feira passada (14), contra a reforma da Previdência, ocorreu nos 26 estados e no Distrito Federal. Além da paralisação parcial de serviços, protestos foram realizados em mais de 150 cidades, de acordo com levantamento do G1. Na capital paulista, o transporte público de ônibus e metrô parou parcialmente; bancos, escolas públicas e privadas fecharam. No final do dia, professores, estudantes e trabalhadores ocuparam a Av. Paulista em ato unificado.

A principal avenida de São Paulo ficou fechada nos dois sentidos por volta de 15h, quando foi iniciada a concentração, e aproximadamente três quarteirões espaçados foram ocupados. A pauta se estendeu à defesa da educação, com participação de representantes da área. Compareceram integrantes do CPP, Afuse, Apeoesp, Aprofem, CNTE, Sinesp, Sinpeem, Sinpro, Udemo. A maior aglomeração ocorreu em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por volta de 18h, onde líderes sindicais e de entidades realizaram discurso em carro de som.

Reivindicações de professores e estudantes dominaram os cartazes. Havia pleito em defesa da escola pública de qualidade, por mais investimentos em educação e pela aposentadoria especial dos professores. O CPP, por exemplo, defende o benefício garantido por dispositivo constitucional de 1981 e referendado pela Constituição de 1988, cujo artigo 40 reconhece e legitima regras diferenciadas em função da intensa jornada de trabalho, exposição a violência escolar e outras características da carreira.

A importância de todo o ciclo da educação também foi reforçada, tanto que a manifestação teve desde grupo de professoras de Centros de Educação Infantil (CEI) até docentes de universidades — UFABC, Unifesp e USP. Cartazes também fizeram referências aos cortes na educação do governo Bolsonaro, assim como a polêmica frase do ministro da Educação Abraham Weintraub sobre balbúrdia em instituições de ensino superior.

Os manifestantes marcharam em carreata até a Praça da República, na região central de São Paulo e onde fica a Secretaria da Educação do Estado. Ao todo, a greve geral somou a terceira manifestação popular em que a educação se destacou. Dois grandes protestos foram realizados em 15 e 30 de maio (veja aqui e aqui). 

 

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