Sexta, 03 Julho 2020 19:42

Para Rossieli, data de volta de aula presencial não está fechada

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O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, falou nesta sexta-feira (3), sobre os desafios para o retorno do ensino presencial com a repórter Ana Carla Bermúdez e o colunista Rodrigo Ratier no UOL Entrevista.

O secretário explicou a respeito do risco de aumentar os casos do novo coronavírus no estado quando as aulas presenciais forem retomadas. De acordo com ele, a falta de aulas é "muito danosa" para os estudantes, e o risco zero de contágio só ocorrerá com uma vacina. "Risco zero é quando tiver vacina aprovada e disponível para todo mundo, mas alguém sabe dizer quando será? Não. Agora, a experiência no mundo todo é retorno faseado, organizações nos detalhes diferentes, mas retornar.

Se a gente parar para pensar o que a gente está causando por não ter aulas, é muito danoso para uma geração inteira", disse em participação no UOL Entrevista.

O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, falou sobre o risco de aumentar os casos do novo coronavírus no estado quando as aulas presenciais forem retomadas. De acordo com ele, a falta de aulas é "muito danosa" para os estudantes, e o risco zero de contágio só ocorrerá com uma vacina.

"Risco zero é quando tiver vacina aprovada e disponível para todo mundo, mas alguém sabe dizer quando será? Não. Agora, a experiência no mundo todo é retorno faseado, organizações nos detalhes diferentes, mas retornar. Se a gente parar para pensar o que a gente está causando por não ter aulas, é muito danoso para uma geração inteira", disse.

O secretário ainda lembrou que ele próprio contraiu a Covid-19. "E mais do que os profissionais, eu entendo, eu concordo, eu acabei de sair do hospital, da UTI, passei por coisas que eu não imaginava passar, Nunca tinha ficado mais que dois dias no hospital e agora passei 16 dias indo e voltando da UTI, um susto danado. Eu não aceito fazer uma discussão que coloque em risco nossos funcionários e estudantes. A gente vai ter que voltar com restrições necessárias, protocolos, cuidados."

O governo de São Paulo anunciou um plano que prevê o retorno das classes presenciais em 8 de setembro, mas a data ainda não está fechada.

"Não temos o problema de, dependendo de como forem avançando os próximos dias, de fazermos uma reavaliação. Ninguém tem fórmula exata do que vai acontecer. Por mais que a gente olhe experiências, é um comportamento distinto em muitos aspectos. Primeiro, o que vai ditar realmente o comportamento é o comportamento da capital. Se a população seguir o regramento estabelecido, usar máscara, fazer distanciamento, higienizar as mãos, em todas as áreas que estão abrindo na capital e se sustentar na fase amarela [do Plano São Paulo], nós teremos um bom indicativo", declarou o secretário.

Rossieli também disse que serão feitas avaliações semanalmente a partir do retorno às salas de aulas. "Nós não temos quais exceções serão possíveis nesse momento. A gente tem discutido muito isso, e, se uma região pequena lá estiver no amarelo, essa avaliação a gente vai fazer semanalmente daqui até lá, não na véspera de 8 de setembro. Pode melhorar muito em julho. Aconteceu em Campinas de voltar para o vermelho, mas a gente espera que, nos ciclos, volte a melhorar", afirmou.

Rossieli Soares, afirmou hoje que existe a possibilidade de as escolas do estado adotarem um sistema de aprovação e reprovação dos alunos em conjunto entre 2020 e 2021.

"Estamos pensando esse ano quase que como um ano conjunto com o ano que vem. Não é uma questão de aprovar ou reprovar. Primeiro, a gente tem que dar oportunidade para todos. Não é justo com o estudante, com o professor, com a escola, com a família. Não é culpa deles. Temos que ter uma compreensão muito clara. Tem que ter protocolo, não dá para ser de qualquer jeito, fazer de conta que aprendeu. Temos que dar suporte, mas estará bem definido no lançamento do nosso protocolo", disse em participação na entrevista.

O secretário também falou sobre a possibilidade dos estudantes do terceiro ano do Ensino Médio voltarem em 2021 para realizarem o quarto ano.

"Estamos olhando quais são as habilidades prioritárias para este ano, porque eu não tenho todo o tempo. Alocando todas a habilidades durante os próximos anos. Por exemplo: criamos a opção do quarto ano do Ensino Médio, que é opcional. Ele poderá optar se quiser continuar estudando, se houver vaga, porque o aluno do terceiro ano do Médio é o que a gente menos tem tempo para recuperar enquanto sistema educacional", afirmou.

Rossieli acredita que os alunos interessados em cursarem o quarto ano do Ensino Médio não terão dificuldades para conseguirem vagas nas escolas em 2021.

"Não tem previsão de vaga, depende do processo de matrícula e rematrícula, mas a gente considera que vamos ter bastante vaga, considerando que, em geral, existe abandono grande entre primeiro e segundo ano do Médio", declarou.

"Vamos fazer pesquisa com os estudantes, isso [a ideia do quarto ano do Ensino Médio] surgiu de conversa com eles. Tinha estudante dizendo: 'No meu terceiro ano, acontece isso, e eu quero ir pra faculdade e não quero perder o meu ano'. Outros diziam: 'Não estou tendo a aprendizagem que eu gostaria, posso continuar? Vou ter que reprovar?'. Então, temos os dois lados da mesma moeda. Estudantes desejando coisas distintas e precisamos dar oportunidade para quem precisa. Número de vagas, vamos ter para o final de setembro", finalizou.

Fonte: UOL

1 Comentário

  • Link do comentário PASCOAL CLEMENTE Sábado, 04 Julho 2020 10:10 postado por PASCOAL CLEMENTE

    ...sr secretario,
    Muito Danosa para essa geracao de estudantes será a morte de muitas crianças voltando as aulas sem a vacina.
    Gostaria de ver seu neto entubado entre a vida e a morte?
    Seja humano..

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