Sexta, 18 Setembro 2020 11:54

Sindicatos questionam retorno das aulas neste momento

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Os sindicatos de professores questionam a pertinência das atividades a serem desenvolvidas nas escolas da capital paulista nesse período e as condições de segurança nas unidades de ensino. "Vamos colocar os professores, as famílias, os alunos em risco para atividades que não estão nem ao menos bem definidas", diz José Donizete Fernandes, presidente do Sinpeeem (sindicato dos professores da rede municipal).


O SinproSP (sindicato dos professores de escolas particulares) também questiona como a gestão Covas irá fiscalizar se as atividades são extracurriculares nos colégios e se o atendimento se limita a 35% das crianças. "O Sinpro lamenta que tenha prevalecido uma narrativa que não encontra amparo na realidade", diz.


"Do ponto de vista pedagógico, que escola é essa que será aberta? O que é possível fazer em 34 dias letivos, com aulas presenciais apenas uma ou duas vezes por semana?", questiona o sindicato dos professores em nota.


Unidades do município têm mais casos


O prefeito Bruno Covas também divulgou nesta quinta (17), os dados da fase 3 do mapeamento sorológico de crianças e adolescentes com idades entre 4 e 14 anos, realizada entre os dias 1 e 3 de setembro. Os números apontam que 244.242 pessoas deste público já foram contaminadas pelo novo coronavírus.


A maioria dos alunos infectados pertence à rede municipal de ensino, com 18,4%. Em segunda vem a estadual, com 17,2%. A rede privada tem 9,7%. De acordo com a prefeitura, a base de dados utilizada para a pesquisa foi de alunos matriculados nas redes municipal (675.922 estudantes) e privada (238.444 alunos), totalizando 1.480.257 crianças e adolescentes.


"Foram colhidas amostras aleatórias de 6.000 alunos por rede de ensino. Desse total, foram colhidas 2.182 coletas de sangue, a partir de um universo de 6 mil sorteados para a pesquisa", diz a Secretaria Municipal da Saúde, em nota.


A pesquisa apontou que 66,4% das crianças da rede municipal que testaram positivo são assintomáticas, contra 64,1% da estadual e 70,3% da privada.


Fonte:  Agora São Paulo e Folha de São Paulo

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