Quinta, 22 Abril 2021 15:13

Mais de 300 escolas municipais estão em greve, diz sindicato

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Desde o início de fevereiro, professores e profissionais da Educação das escolas municipais de São Paulo estão em greve. Segundo o Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), uma das entidades que representa a categoria, pelo menos 314 escolas têm funcionários que aderiram à paralisação.

A prefeitura não confirmou nem desmentiu o número. No levantamento feito pelo sindicato, 33 escolas estão com 100% do quadro de funcionários em greve. Outras 67 têm de 90% a 99% dos funcionários com atividades paradas. Segundo João Gabriel Guimarães Buonavita, vice-presidente do Sindsep, é difícil indicar o número exato de escolas e profissionais em greve, pois a entidade não tem acesso aos dados das unidades da rede conveniada, nem das escolas que estão fechadas devido a casos de covid-19. No total, a rede conta com 4 mil escolas.

A reivindicação da categoria é por melhores condições sanitárias para o retorno das aulas presenciais. "Não somos a favor do homeschooling, nem da transferência total das atividades remotas, somos a favor das aulas presenciais, mas quais condições temos? Estamos enfrentando o pior período da pandemia", disse o vice-presidente do Sindsep.

Os sindicatos decidiram pela paralisação antes do primeiro retorno presencial das aulas em 2021, no dia 15 de fevereiro. Pouco depois de um mês, a gestão de Bruno Covas (PSDB) decidiu antecipar o recesso escolar de julho para 17 de março até 5 de abril. Em 12 de abril, com a retomada de todo o estado de São Paulo para fase vermelha do Plano São Paulo, as escolas municipais foram liberadas para reabrir.

A estrutura das unidades, segundo o Sindsep, não é segura para profissionais e alunos. "Nem todos os bebedouros são adequados, com distanciamento, e muitos prédios foram construídos sem nenhum referencial de circulação de ar", afirmou o vice-presidente do sindicato.

As diretorias regionais de educação do Butantã, Campo Limpo e Capela do Socorro lideram a porcentagem de maior adesão à greve com 73%, 72% e 76%. Já São Mateus e São Miguel têm a menor adesão com 46% e 29%, respectivamente.

Até o momento, a Secretaria Municipal de Educação não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre a greve.

Fonte: UOL

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