Sexta, 16 Julho 2021 09:25

Demanda faz MEC avançar em curso de graduação em estética

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Muitas clínicas oferecem tratamentos estéticos com produtos impróprios administrados por pessoas sem qualificação. Tais práticas podem levar a resultados duvidosos ou até mesmo a uma tragédia.

Assim, o Ministério da Educação (MEC) instituiu um novo grupo de trabalho nacional com o propósito de sanar os problemas referentes ao ensino de pós-graduação em Estética e Cosmetologia, bem como relevância da profissão que é respaldada pela Lei Federal 13.643/2018.

A medida se deu por uma demanda oficial da SindEstética, que constatou o crescente número de pessoas sem graduação na área no exercício da função em desrespeito ao art. 47 do Código Penal.

A Escola Superior de Estética Cosmetologia (ESEC) foi convidada a integrar o GT, na figura de sua coordenadora e professora Daniela Valentina Lopez. Junto ao grupo formado por outros profissionais da saúde, a especialista cumprirá duas atribuições principais: a inclusão da intradermoterapia e subcutâneos na graduação e reforçar que a pós-graduação na área de Estética e Cosmetologia é destinada somente aos graduados.

Apesar da crise, o mercado da estética se mantém em alta no Brasil. Segundo estudo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) juntamente com o Instituto FSB Pesquisa, o Brasil é o terceiro país com o maior mercado de estética no mundo, ficando atrás, apenas, dos Estados Unidos, que têm 16,5% e da China com 10,3%.

Pela expansão da área, o Centro do Professorado Paulista convidou a professora Daniela Lopez para explicar o avanço do MEC na graduação e pós-graduação do setor e a alta demanda no mercado. A professora explica que o caminho certo, jurídico e moral para quem quer trabalhar no Brasil tanto na estética beleza quanto na cosmetologia, da ciência, do avanço cosmetológico, pode ser uma faculdade com graduação de estética e cosmetologia para se formar um profissional habilitado ao pleno exercício por força de uma Lei Federal, ou um curso técnico.

“O avanço é exacerbado. No Brasil as áreas da estética e da cosmética foram as que mais cresceram em plena pandemia. Todas as pesquisas dos últimos 30 anos provam que essa área tende a crescer cada vez mais e esse setor ainda está engatinhando. Essa área, dentro do ensino acadêmico, em graduação e pós-graduação, há uma imensa busca devido à crescente demanda. O ser humano é insaciável, nada está bom o suficiente, se o cabelo é liso quer cacheado, se o rosto é retangular quer triangular. Por isso, mesmo com pandemia há uma procura desenfreada”.

Os brasileiros se destacam como grandes consumidores da estética e cosmetologia. “O Brasil está em segundo lugar no ranking mundial de prestação de serviço cosmetologia bem como na venda de produtos homecare. Na cosmética, por exemplo, continua em segundo lugar no ranking mundial. Na pandemia os números não diminuíram, o percentual de faturamento não teve nenhuma depressão e o mais interessante de tudo é que desde 2018 o mercado da estética passou a ser regulamentado por força de lei federal, fez aumentar a procura por esse curso no MEC – nas faculdades e universidades reconhecidas pelo Ministério da Educação. Em setembro do ano passado recebemos o relatório que atestava que até aquela data já tinha sido despejado no mercado brasileiro 360.000 graduados em estética e cosmética além das turmas formadas no nível técnico."

Um número muito elevado de graduados e aventureiros que vivem e sobrevivem desse setor. “Fizemos uma pesquisa no final de 2019 e chegamos a alguns numerários que apontam que no Brasil existe por volta de um milhão e cem mil pessoas que vivem e sobrevivem do serviço da estética, da beleza e da cosmética, incluindo o pessoal que faz cursos de um dia, meio período, que são verdadeiros aventureiros, que trabalham com a pele, o maior órgão do corpo humano, sem critérios e sem conhecimento científico acadêmico que originam um número muito alto de intercorrências”, constata a professora.

* A professora Daniela Valentina Lopez é atuante em prol da regulamentação da atuação de profissionais estéticos e cosmetólogos em todo País, Esteticista, graduada em Estética e Cosmetologia pela Universidade Braz Cubas, com pós-graduação em Intradérmicos e Subcutâneos, pela FAISP; Estética Avançada, pela UNIFESP, e Biomedicina Estética, pela Faveni. Idealizadora do Peeling Orgânico, a professora Daniela é presidente da SindEstética e autora do livro “A História da Legislação da Estética e Cosmetologia no Brasil”, pesquisadora no campo clínico e fundadora da Escola Superior de Estética e Cosmetologia (ESEC), a primeira escola superior de estética e cosmetologia no Brasil.

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