Sexta, 18 Outubro 2013 15:57

Após homenagens, associada se aposenta. E agora,Emília?

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Quem assistiu ao Jornal Nacional na véspera do Dia do Professor, conheceu a  história da professora Emília Zughaib, que chegava aos 70 anos de vida e encarava, então, a sua compulsória aposentadoria. Parar de lecionar é uma emoção indescritível para quem passou mais de meio século a frente  de uma sala de aula, após ter ensinado cerca de dois mil alunos. 

 

A Secretaria Estadual da Educação também cedeu espaço em seu site para descrever sua trajetória. 
Nós, do Centro do Professorado Paulista, ficamos felizes por estas justas homenagens recebidas pela nossa colega Emília na chegada de sua aposentadoria.

Entretanto, há 43 anos o CPP participa ao lado da professora Emília das lutas e conquistas do magistério.
 

Associada desde dezembro de 1970, a professora Emília após ter recebido do CPP o reconhecimento pelo seu desempenho  junto aos alunos do Ensino Fundamental, recebeu da entidade o título do Professor do Ano em 2005. 

“ Queria ser advogada mas o diretor do curso, professor José Vicente, achou que eu passaria muito tempo trabalhando e sugeriu que eu fizesse o magistério. Era muito puxado. Eu trabalhava pela manhã, estudava à tarde e dava aula à noite. Então, larguei. Optei pelo trabalho. Fiz magistério, pedagogia e psicopedagogia. Nada é mais valioso do que o contato com os alunos. Aprendi muito com eles. O magistério me deu muita felicidade. Porém, todos os cursos que eu fiz, não me deram nenhum retorno financeiro. Espero que que façam justiça aos aposentados, tão injustiçados. Ainda não sei o que fazer sem as aulas. Preciso dar um tempo para a minha mãe, que está adoentada.  Pretendo voltar a estudar.” declarou emocionada a professora Emília.

“A nossa associada tocou num ponto de extrema importância para o Centro do Professorado Paulista.
 Por meio do Ofício nº 29/2013, de 19 de setembro de 2013, encaminhamos ao Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, tópicos que externam a preocupação da entidade com a inquietante situação vivida pelos profissionais da rede pública estadual. Incluímos, em nossa reivindicação, o aumento dos rendimentos dos aposentados, tão prejudicados com a implantação da LC836/97” - declarou o professor José Maria Cancelliero, presidente do CPP.

“A idade da aposentadoria deveria ser repensada. Parar compulsoriamente é um erro. Com 70 anos o profissional tem uma bagagem excepcional de experiência. Não acho justo” - conclui a professora Loretana Paolieri Pancera, 1ª vice-presidente do CPP.

 

Secom / CPP

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