Sexta, 26 Julho 2013 10:19

Escolas estaduais reforçam equipes contra brigas e bullying

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Educação dobra número de professores especializados em prevenir conflitos na rede. Mudança vale já para o segundo semestre

As escolas estaduais começam o segundo semestre com mais 642 professores especializados em prevenir conflitos, principalmente ações relacionadas bullying, indisciplina e brigas. Esses profissionais já estavam na rede, em treinamento, e passam a atuar efetivamente agora.

"Essa é uma ação continuada, que vem crescendo ano a ano. Quando o risco se apresentar dentro de nossas escolas, nós temos condições de nos protegemos", afirmou Felippe Angeli, coordenador do Sistema de Proteção Escolar da Secretaria Estadual da Educação. O programa existe desde 2010. No período, a quantidade de professores mais do que dobrou, saindo de 1.156 para os atuais 2.859 (crescimento de 147%). Na capital são 1.197 professores que cumprem essas funções.

Segundo uma pesquisa feita pela secretaria, o bullying é um dos temas mais solicitados pelos servidores para que os professores/mediadores elaborem ações preventivas.

A secretaria, porém, não tem estatísticas que mostrem o panorama na violência escolar em São Paulo. "Não tem como dizer, por exemplo, se há um aumento ou diminuição da violência", afirma Felippe.

Internet/Nos últimos meses, briga entre alunos, algumas inclusive dentro das salas de aulas, foram filmadas pelos próprios estudantes e colocadas na internet. Essa divulgação da violência também preocupa o governo estadual. "Nós temos preocupação com essas novas tecnologias e queremos usá-las para dar o máximo de proteção possível aos alunos".

Questionado se o reforço na equipe que planeja ações contra a violência significaria mais punições aos alunos, o coordenador descartou. "A lógica do programa é não punitiva. A punição passa pelos conselhos das escolas."

Atuação é aprovada por servidores

A pesquisa feita com servidores sobre a atuação dos mediadores mostra aprovação de 90% em relação ao trabalho. Além disso, aponta também que esses professores atuam forte contra o bullying (98,2% dos servidores relatam isso). Outros dados sobre o trabalho: 97,5% fazem ações contra indisciplina; 92,5% trabalham sobre os perigos do uso de álcool e drogas; 88,1% criaram ações contra brigas e vandalismo; 72,7% elaboram projetos para evitar agressões.


Fonte: Diário de S.Paulo

SECOM/CPP

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