Segunda, 09 Agosto 2021 15:15

Fatec Mogi das Cruzes participa de projeto espacial

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Estudante de Agronegócio desenvolve modelo de cultivo integrado de peixe e hortaliças; iniciativa integra um programa científico que simula condições de subsistência em Marte


 
Sabe aquele sonho da infância de ser astronauta? Alguns pesquisadores no Brasil estão sentindo esse gostinho depois de adultos. O estudante Carlos Melo, do curso superior de Tecnologia do Agronegócio da Fatec de Mogi das Cruzes, por exemplo, está colaborando com o programa Habitat Marte, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A iniciativa reúne estudantes e pesquisadores de instituições de todo país que desenvolvem experimentos científicos para abastecer com alimento, água e energia as missões ao Planeta Vermelho.

Com apoio dos professores da Fatec, Melo trabalha em um projeto de aquaponia para produzir peixes e hortaliças em estufa. A prática se baseia na integração da piscicultura à horticultura, onde a água dos tanques de peixes, rica em nutrientes naturais, é reaproveitada no cultivo de hortaliças. “É um ciclo fechado e econômico porque se retroalimenta reduzindo o consumo de energia, água e fertilizante”, explica Melo.

O ambiente de cultivo é controlado e protegido das variantes externas como temperatura, umidade e radiação. Essa tecnologia é uma alternativa capaz de garantir condições ideias de produção agrícola e piscicultura tanto no sertão, como no Alto Tietê ou em Marte.

O coordenador do curso de Agronegócio, Elias Ribeiro, explica que o projeto de aquaponia, além de colaborar para um projeto espacial, formata um modelo sustentável de produção alimentar capaz de garantir resultado em condições climáticas extremas e variadas. “Este sistema permite o cultivo de vegetais em áreas metropolitanas, em sacadas de apartamento ou em estufas dentro de restaurantes e supermercados.” Para o docente, a aquaponia pode ser relevante também em situações de restrição social como a que o mundo enfrenta agora em razão da pandemia.
 

Planeta Vermelho

As atividades para o programa Habitat em Marte estão sendo desenvolvidas de forma remota em razão da necessidade de distanciamento social mas, em novembro, o estudante fará uma visita à estação análoga de Marte, instalada em Caiçara do Rio do Vento, a 100 quilômetros de Natal. Nessa base, mantida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o pesquisador terá a oportunidade de simular experiências sobre como devem ser as condições para a vida no Planeta Vermelho.

O município de Caiçara do Rio do Vento foi escolhido para realização das missões de simulações porque está localizado na região semiárida do estado – um bioma com características semelhantes àquelas que os astronautas enfrentam em Marte. “Além de possibilitar estudos sobre ambientes autossustentáveis, a experiência no projeto Habitat Marte desperta o interesse dos jovens para as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática”, afirma Ribeiro.

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